As Trilhas
OS ARCOS DO CPC
O voluntariado é um dos pilares fundamentais do Movimento Caminhos do Planalto Central, sendo responsável pela construção, manutenção e fortalecimento da rede de trilhas ecológicas do Distrito Federal. Desde sua origem, o CPC é resultado do engajamento colaborativo de cidadãos, instituições e amantes da natureza que contribuem de forma voluntária para a conservação ambiental e o uso sustentável do território.
O trabalho voluntário do Movimento CPC é caracterizado por ser uma atividade espontânea, não remunerada e de interesse coletivo, voltada à promoção do esporte, lazer, educação ambiental e geração de benefícios socioambientais.
O Arco Brasília com 85 km de extensão, evidencia a dimensão cívica, histórica e arquitetônica da capital, integrando o traçado urbano singular da cidade aos seus monumentos, parques e paisagens culturais.
Seu principal destaque é o Eixo Monumental, reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade, com seu conjunto urbanístico e arquitetônico, palácios e obras emblemáticas de Oscar Niemeyer. O percurso conecta o centro da cidade a importantes áreas naturais e culturais.
Além do Eixo, a trilha passa pelo Córrego do Meio, Ribeirão Sobradinho, Santuário dos Pagés, orla do Lago Paranoá — entre a Barragem, a Ermida Dom Bosco e a Ponte JK — e pelo Parque Nacional de Brasília, utilizando as Trilhas Cristal Água até alcançar os Caminhos da Flona.
Link MyMaps: Arco Brasilia
ARCO BRASÍLIA
O Arco União com 85 km de extensão, percorre a cumeeira do território, acompanhando o divisor natural que integra as principais bacias hidrográficas do DF — São Bartolomeu, Lago Paranoá, Maranhão e Descoberto.
O trajeto combina alto valor paisagístico e cultural, conduzindo o trilheiro por mirantes, áreas naturais e locais de contemplação e espiritualidade. Ao longo do percurso estão a Torre Digital, símbolo do CPC, o Parque Nacional de Brasília e diferentes marcos da paisagem do Cerrado.
A trilha conecta regiões como o Córrego do Meio (Vale do São Bartolomeu), a Rota do Cavalo, a Serrinha do Paranoá, o Lago Oeste, a Serra da Contagem e o Morada dos Pássaros, em Brazlândia — territórios que oferecem experiências ligadas à cultura local, gastronomia e vivências comunitárias.
Ao longo do caminho, temos a oportunidade conhecer a diversidade cultural e as Ecotrilhas da Serrinha, o complexo de trilhas do Poço Azul no Rio da Palma dentre vários outros atrativos.
Link MyMaps: Arco União
ARCO UNIÃO
O Arco Cafuringa com aproximadamente 150 km de extensão, percorre o norte do Distrito Federal, valorizando os aspectos ambiental, cultural, religioso e histórico da região. É um trajeto que evidencia a força do Cerrado preservado, com topografia variada, amplas paisagens e forte identidade territorial.
O percurso atravessa áreas emblemáticas como Morro da Capelinha, Planaltina, Águas Emendadas, Córrego do Ouro, Rio da Palma, fazendas históricas e diversos córregos do Vale do Rio Maranhão, além das Áreas de Proteção Ambiental do Planalto Central, de Cafuringa e do Descoberto, até alcançar a Floresta Nacional de Brasília.
Mais do que uma travessia, o Arco Cafuringa propõe uma imersão na biodiversidade, na memória e nas tradições do norte do DF.
Mais do que trilhas, os Arcos representam um projeto de integração territorial, conservação ambiental e fortalecimento do pertencimento ao nosso território.
Link MyMaps: Arco Cafuringa
ARCO CAFURINGA
Integra uma importante conexão estratégica de trilhas de longo curso, estabelecendo a ligação do Distrito Federal ao Caminho dos Veadeiros. Esse trecho compõe o Caminho dos Goyazes, uma rota que resgata trajetórias históricas e culturais, ao mesmo tempo em que fortalece o ecoturismo e o uso público sustentável das áreas naturais.
Mais do que um percurso, a Saída Leste representa a união entre territórios, promovendo a valorização das paisagens do Cerrado, o incentivo à prática de atividades ao ar livre e a integração entre comunidades, caminhantes e ciclistas ao longo desse grande corredor ecológico.
ARCO SAÍDA LESTE
Percurso de aproximadamente 61,5 km dentro da APA da Bacia do Rio Descoberto, que interliga a Flona a Brazlândia, sendo umas das grandes trilhas do Sistema Distrital de Trilhas Ecológicas (Caminhos do Planalto Central) e um dos trechos do Caminho dos Goyazes dentro do DF. A trilha passa pelo Núcleo Rural de Alexandre Gusmão, tem como principal atrativo o contorno do Lago (reservatório) do Descoberto, principal fonte de abastecimento de água do DF, segue pelo Parque Estadual do Descoberto em Goiás e chega a Brazlândia, no Parque Veredinha. Em seguida, o Arco do Descoberto se conecta à Rota do Rio Areias, no Caminhos dos Goyazes.
🗺️ Link MyMaps: Arco do Descoberto
ARCO DO DESCOBERTO
TRILHAS DO CAPÃO DA ONÇA
As Trilhas do Capão da Onça estão localizadas na FLONA IV, próximo a Brazlândia junto a algumas das principais nascentes que formam a Bacia Hidrográfica do Rio Descoberto.
Compreende um sistema formado por três percursos: Trilhas, Cajuzinho, Bacupari e Vale do Descoberto. Cujo objetivo é proporcionar caminhos autoguiados para conhecer o território, com uma melhor compreensão das trilhas, suas características e desafios, segurança para as pessoas, estímulo à visitação, ampliando o acesso a atrativos ambientais e culturais, desenvolvendo o ecoturismo e promovendo a qualidade de vida, educação ambiental e a conservação das águas da Bacia do Descoberto.
TRILHA CAJUZINHO – Menor das Trilhas do Capão da Onça, com 8,5 km e sinalizada na cor rosa, contorna o Córrego Capão da Onça, uma das principais nascentes do Rio Descoberto e fonte de água pura para Brazlândia, a Trilha proporciona contato com o Cerrado preservado e belas paisagens e mirantes.
TRILHA BACUPARI – Percurso de extensão intermediária, com aproximadamente 12 km, requer um esforço físico moderado. Sinalizado na cor laranja, compartilha boa parte da Trilha Cajuzinho e acrescenta outros diferentes trechos, passando por espaços de Cerrado preservados ou em recuperação. Dos seus mirantes é possível avistar uma grande porção do território da APA do Descoberto.
TRILHA VALE DO DESCOBERTO – Sinalizada na cor azul, com 17,6 km compartilhados para caminhadas e mountain bike, num traçado que percorre toda a Flona IV, nos leva por diferentes paisagens, fitofisionomias do Cerrado e porções de reflorestamento. Requer um esforço moderado considerando sua extensão, mesmo com baixa altimetria e muita sombra.
Link MyMaps: Trilhas do Capão da Onça
CAMINHOS DA FLONA
A Floresta Nacional de Brasília foi criada em 10/06/1999, com o objetivo de promover o uso sustentável dos recursos naturais renováveis, tem importância fundamental para a conservação das nascentes e corpos hídricos da Bacia do Rio Descoberto, portanto, com função estratégica no abastecimento de água para a população do DF e o desenvolvimento da agricultura familiar da região
A convite do ICMBio, o Grupo de Caminhadas Brasília (GCB), estudou o território e o Plano de Manejo da Unidade, formulou o Plano de Estruturação dos Caminhos da Flona com os percursos e padrões de sinalização e desenvolveu a sua estruturação.
Os Caminhos da Flona proporcionam espaços de lazer para milhares de pessoas e ao mesmo tempo sensibilização e educação ambiental, contribuindo de forma relevante na proteção da Unidade de Conservação e de nascentes que formam o Descoberto. São cinco percursos (circuitos) diferentes que partem pelo mesmo ponto, no quiosque dos mapas e se encontram novamente no trecho final:
TRILHA SUCUPIRA – Circuito de 36 km para dois dias de caminhada e a oportunidade de conhecer toda a Unidade, diferentes paisagens e fitofisionomias, locais para banho e pernoite, com distância e altimetria que pedem esforço considerável.
TRILHA BURITI – Percurso de 18 km mais exigente para ser percorrido em um dia, com esforço moderado para maior, reservado para caminhantes mais experientes e preparados fisicamente.
TRILHA PEQUI – Percurso intermediário com 12 km, diferentes fitofisionomias do cerrado e trechos de vegetação exótica, para aqueles caminhantes com prática que não estão com o condicionamento em dia ou tem pouco tempo para a caminhada.
TRILHA JATOBÁ – Percurso menor com 6 km, voltado para o público infantil e a educação ambiental, com a oportunidade para vivenciar diferentes tipos de vegetação e estruturas do cerrado.
TRILHA DOS MURUNDUS – É um percurso leve e educativo de aproximadamente 2km, ideal para caminhadas curtas (cerca de 40 min). O percurso, de baixo esforço físico, foi desenvolvido para apoiar professores e projetos de educação ambiental na floresta. Pode ser percorrido em cerca de 40 minutos de caminhada e conta com sinalização da cor verde.
TRILHA SUCUPIRA
TRILHA BURITI
TRILHA PEQUI
TRILHA JATOBÁ
TRILHA DOS MURUNDUS
Link MyMaps: Caminhos da Flona
CIRCUITO FLONA DE MOUNTAIN BIKE
A Floresta Nacional de Brasília possui a maior trilha de Mountain Bike sinalizada em uma unidade de conservação do país, o Circuito Flona. São 48km que cobrem todos os tipos de terrenos alternados entre estradão de terra e single track, com trechos técnicos, subidas íngremes e descidas em velocidade em meio a belezas naturais do cerrado.
Há também percursos de 5 km, 14 km, 21 km, 27 km e 32 km para quem visita a Flona de bicicleta. A trilha foi construída e sinalizada pelos servidores da Floresta Nacional de Brasília com o apoio do trabalho voluntário de dezenas de integrantes de clubes de ciclismo da cidade. A inauguração fez parte das atividades de comemoração do aniversário de 18 anos da Flona e dos 10 anos do ICMBio, além de integrar as festividades da Semana do Meio Ambiente.
TRILHAS CRISTAL ÁGUA
Sistema de Trilhas do Parque Nacional de Brasília. Trilhas para uso compartilhado entre ciclistas e caminhantes, sendo formado por 4 percursos com diferentes opções de distância e 40km de extensão no total.
Cristal Água representa também um dos trechos do Arco Brasília, ligando o Parque Nacional à Flona, com aproximadamente 25 km.
As novas Trilhas Cristal Água e o Arco Brasília, entre o PNB e a Flona, se consolidam como instrumentos de educação e conservação ambiental, turismo ecológico e lazer, integrando a sociedade ao ambiente natural e ao PNB e sua atratividade.
A Trilhas Cristal Água, localizadas num ambiente plano, tem como principais atrativos as próprias trilhas com suas paisagens e a moldura do Cerrado com diferentes fitofisionomias, o Córrego Cristal Água, a ducha do suspiro e o centro de visitantes com o núcleo de educação ambiental. Assim como as Piscinas Arreal e Pedreira como opção de banho para descanso após a trilha.
As quatro trilhas homenageiam aves comumente avistadas no PNB:
Trilha João de Barro – 5Km
Trilha Arara Canindé – 10Km
Trilha Seriema – 15Km
Trilha Mutum – 23Km
Link MyMaps: Trilhas Cristal Água
ECOTRILHAS DA SERRINHA
As Ecotrilhas da Serrinha do Paranoá surgiram em 2016, idealizadas pelo Instituto Oca do Sol, a partir de um movimento comunitário de conservação do Cerrado no entorno do Lago Paranoá. O projeto, ligado às ações de mapeamento de nascentes do Projeto Águas, visa proteger e valorizar a Serrinha, área vital dentro das APAs do Planalto Central e do Lago Paranoá, promover o pertencimento e fomentar o turismo de base comunitária, a educação ambiental e o lazer.
As rotas são sinalizadas seguindo a convenção brasileira (pegada, com o símbolo de cristal d’água), incluindo placas educativas para autonomia e segurança dos visitantes.
São sete rotas na Serrinha do Paranoá e Península do Lago Norte, para diferentes perfis. Quatro trilhas rurais na Serrinha (Inclusiva Pedra dos Amigos, Caliandras, Bomtempo e Pamonhas), focadas em Cerrado nativo, e uma urbana-rural de peregrinação (Caminho da Esperança), além de dois percursos urbanos (Trilha das Águas e Trilha Península).
Cada percurso oferece contato com a biodiversidade do Cerrado, com placas interpretativas sobre fauna, flora e nascentes.
O projeto busca adaptar rotas, como a Pedra dos Amigos, para pessoas com deficiência e valoriza a diversidade cultural da Serrinha e conta com a “Bike Serrinha”, escultura de Darlan Rosa, simboliza a integração arte-esporte-ambiente.
As Ecotrilhas são um importante vetor de conservação, educação e engajamento no Planalto Central, fortalecendo a conexão entre comunidade, visitantes e a natureza.
CAMINHOS DA PEDRA
O Projeto Caminhos da Pedra, integrado ao Ecomuseu Pedra Fundamental, prevê a implantação de um sistema de trilhas que percorrem o território da APA do São Bartolomeu, valorizando dessa forma a região, o ambiente, os corpos hídricos, as unidades de conservação e os elementos históricos que dão identidade à região.
Localizado na Área de Preservação Ambiental – APA da Bacia do Rio São Bartolomeu, o território compreende um mosaico de serras e córregos que dão origem a esse importante rio do DF, por seu valor histórico, cultural e ambiental.
Os Caminhos da Pedra são as trilhas do Ecomuseu Pedra Fundamental, como sistema, visam promover a visitação pela região de Planaltina, sendo formado por diferentes percursos que conectam o território, valorizando o Cerrado, a história e a cultura dessa porção do DF.
A cidade de Planaltina, fundada em 1859, conta com importantes monumentos da nossa história, como a própria Pedra Fundamental e o centro histórico da cidade; espaços de relevante representação religiosa como o Vale do Amanhecer e o Morro da Capelinha; unidades de conservação como a Estação de Águas Emendadas e o Parque dos Pequizeiros; relevante rede de educação básica, técnica e superior como a UnB e o IFB; e variada produção agropecuária.
O Ecomuseu Pedra Fundamental possibilita aos visitantes interpretar o meio natural contribuindo para estudos históricos e contemporâneos do ambiente no Planalto Central. O ecomuseu ajuda na compreensão da história, bem como incentiva a preservação e valorização do patrimônio natural e cultural da região.
Os Caminhos da Pedra compreendem diversas trilhas planejadas ou já implementadas.
- Os Trechos Córrego do Meio e Rota do Cavalo dos Arcos Brasília e União.
- As Trilhas Maria Onça e Salobro, trechos do Arco Cafuringa
- As Trilhas da Roda e Cruz próximo a Pedra Fundamental
- A Trilha Vale do Amanhecer Canal Santos Dumont, ligando a Pedra ao Parque dos Pequizeiros, como parte da Saída Oeste.
- A Trilha do Parque dos Pequizeiros
- A Trilha do Índio no Instituto Federal de Brasília
- As Trilhas do Parque Sucupira
Link MyMaps: Caminhos da Pedra
Na Fazenda Roda e Cruz temos três percursos desenhados para públicos diferentes conforme seus objetivos de visitação. A Fazenda Roda e Cruz, além da sua vocação espiritualista como já descrito, se destina ao desenvolvimento da visitação de natureza e atividades pedagógicas, inclusive por meio das suas trilhas.
A Fazenda localiza-se junto ao Morro do Centenário, ao lado da Pedra Fundamental. Possui terreno bastante acidentado com belos mirantes que revelam toda a região do Vale do Rio São Bartolomeu e comunidades rurais próximas. As trilhas da Fazenda nos levam a conhecer diferentes fitofisionomias do Cerrado e conta com vários monumentos e templos holísticos, áreas de reflorestamento e equipamento de conservação ambiental.
TRILHA CORUJINHA-BURAQUEIRA – Percurso de 1km para crianças, famílias e pessoas com dificuldade de locomoção. Permite uma breve imersão pelo Cerrado próximo, mata de galeria e os bosques do Pau-Brasil, das Guerobas e Pupunhas.
TRILHA DA CURICACA – Proporciona caminhada de 2km por trechos com diferentes características. Ideal para projetos pedagógicos para o ensino fundamental, na medida em que permite conhecer diferentes espaços destinados à conservação ambiental e porções do Cerrado como Mata de Galeria, Campo Limpo e Cerrado Strictu Sensu.
TRILHA DOS MIRANTES – Caminho de 7km que permite conhecer toda a região da Fazenda Roda e Cruz e seus atrativos naturais, monumentos holísticos e equipamentos de conservação ambiental.
Link MyMaps: Trilhas da Fazenda Roda e Cruz
SOBRE AS TRILHAS DA FAZENDA RODA E CRUZ
CAMINHOS CANDANGOS
O Projeto Caminhos Candangos, integrado aos Caminhos do Planalto Central conforme a Lei Distrital nº 6.892/2021, prevê a implantação de um sistema de trilhas ecológicas para ciclistas e caminhantes, que percorrem um amplo território do DF com diversas Unidades de Conservação, áreas rurais e bairros de relevância histórica e cultural como o CAUB e a Metropolitana e as Regiões Administrativas da Candangolândia, Riacho Fundo I, Riacho Fundo II, Núcleo Bandeirante, Guará e Asa Sul. Patrimônio Histórico e Cultural que remete às origens de Brasília, representa o elo que define os Caminhos Candangos.
Seus OBJETIVOS são:
Promover as práticas esportivas e recreativas em trilhas ecológicas, incluindo ciclismo, caminhadas, corridas e outras.
Promover a conectividade e a formação de corredores ecológicos da região, abrangendo as bacias e matas ciliares dos Córregos Vicente Pires, Riacho Fundo, Guará, Coqueiros e Capão Preto e as Unidades de Conservação (UC) – Zoológico de Brasília, Parques Ecológicos Ezechias Heringer, dos Pioneiros e da Asa Sul e ARIEs Granja do IPÊ e Refúgio da Vida Silvestre do Riacho Fundo;
Valorizar a atratividade ambiental, cultural, religiosa e histórica, como festejos regionais, patrimônio histórico, paisagens, etc;
Proporcionar a criação de espaços pedagógicos interdisciplinares e transdisciplinares, a partir dos elementos históricos dos territórios, numa perspectiva de Educação Ambiental;
Promover o turismo solidário, com inclusão social e geração de emprego e renda;
Promover a interlocução e ações com grupos locais já atuantes nos territórios para um saber-fazer coletivo.
JARDIM BOTÂNICO DE BRASÍLIA
O Jardim Botânico de Brasília (JBB), uma área de proteção ambiental de 500 hectares sob a gestão da Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (SEMA/DF), é um espaço aberto ao público com um papel multifacetado. Sua atuação se concentra na criação e manutenção de coleções de plantas, no desenvolvimento de pesquisas, na promoção da educação ambiental e na oferta de opções de lazer com foco na conservação da biodiversidade.
O JBB consolidou-se como um local essencial no Distrito Federal, sendo muito procurado para atividades de lazer, esporte e contemplação da natureza. Entre suas atrações, destacam-se o Jardim Japonês, o Orquidário e o Jardim de Contemplação, além das trilhas que permitem o acesso a diversas formações vegetais nativas e preservadas do Cerrado.
A reestruturação das trilhas do JBB, tem como referência a intenção de que estejam integradas como um sistema, facilitando a informação aos visitantes quanto a cada uma delas em termos das características, atratividade e direcionamento. Informações fundamentais para que as pessoas possam fazer suas escolhas na visitação e seguir com segurança e conforto pelas trilhas.
O JBB conta com sete trilhas com diferentes distâncias e características.
- Passeio Sensorial com 2,5km
- Trilha Krahõ – 2,9km
- Trilha Ecológica – 4,2km
- Trilha Tamanduá Mirim – 5,6km
- Trilha Tamanduá Bandeira – 11,6km
- Trilha Mater – 4,8km
- Perimetral bike – 9,8km
CAMINHO DOS GOYAZES
O Caminho dos Goyazes é uma rota de longo curso inspirada nos antigos caminhos utilizados pelos bandeirantes, tropeiros e viajantes entre os séculos XVII e XIX, conectando o litoral sudeste ao interior do Brasil Central, especialmente às regiões mineradoras e posteriormente à ocupação do território goiano. O caminho é estruturado como uma rede de trilhas e rotas integradas, e não apenas um único traçado linear. Ele conecta diferentes sistemas regionais de trilhas, municípios históricos e áreas naturais.
Principais eixos que compõem o Caminho: Trechos históricos coloniais utilizados no ciclo do ouro; estradas vicinais rurais e caminhos tradicionais; trilhas ecológicas estruturadas; unidades de conservação; comunidades rurais e patrimônios culturais.
No contexto atual, faz parte Caminho dos Goyazes: Os arcos dos Caminhos do Planalto Central, Caminho dos Veadeiros, Caminho de Cora Coralina, Rota do Rio Areias e Giro dos Povoados.
Conectará a Serra Dourada próximo à cidade de Goiás Velho, até a Chapada dos Veadeiros (GO) e passando pelo DF, com mais de 500 km de extensão.